O organismo agrícola, assim como nosso organismo humano, não está submetido apenas às leis físicas. Dentro dos seres vivos imperam as “leis vitais”, que afastam os processos de deterioração aos quais a matéria estaria submetida se estivesse fora do âmbito vital. Segundo Steiner:

Uma das características essenciais da substância viva: o fato de que ela se desintegra no momento que a vida se retira dela. Uma estrutura complexa composta de várias substâncias se desintegrará se não for permeada com a vida. Esse é o seu traço mais característico. Então, o que a vida faz? Ela preserva, ela continuamente se opõe à desintegração. A vida tem a capacidade de rejuvenescer porque continuamente se opõe ao que, de outra forma, teria lugar nas substâncias que ela permeia. Quando uma substância contém vida, isso significa que a desintegração está sendo travada. A vida possui as qualidades exatamente opostas à da morte; […] Assim, a vida torna-se o fundamento da existência física e da consciência por constantemente impedir a desintegração.

Temos o privilégio de estarmos em uma área de muita vida. Nossas florestas são do tipo Estacional Decidual e se mantém conservadas em grande parte. Somente as áreas menos íngremes são aproveitadas para nossa agricultura. Dentro delas, a exuberante e insistente biodiversidade vegetal e animal nos traz toda a energia dos seres elementares.
Como culturas de plantas, temos nossas hortas e pomares que nos dão alimentos que conservam suas qualidades nutracêuticas, sabor e aroma necessários para nossa evolução como seres humanos.